Parceria incentiva o cultivo de algodão orgânico no semiárido nordestino

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Projeto da Diaconia, em parceria com Embrapa Algodão e Instituto C&A, ganha apoio estratégico da Universidade Federal de Sergipe

O Projeto Algodão em Consórcios Agroecológicos realizado pela Diaconia, em conjunto com a Embrapa Algodão e o Instituto C&A acaba de ganhar uma nova parceira estratégica, a Universidade Federal de Sergipe (UFS). Iniciado em agosto de 2018, o projeto tem como objetivo fortalecer a agricultura familiar por meio do consórcio agroecológico do algodão em seis estados do semiárido nordestino, além de melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e, principalmente, das trabalhadoras rurais da região. 

 “O objetivo deste campus, que tem apenas quatro anos de funcionamento, é promover cada vez mais integração com a sociedade. E este projeto vem dando provas disso. Conseguimos compor um belo arranjo produtivo e o melhor: por meio deste projeto estamos ajudando a promover cidadania, igualdade de gênero, sustentabilidade para as famílias e isso nos alegra imensamente”, disse o reitor da universidade, Ângelo Roberto Antoniolli.

Com duração de dois anos, o projeto fornecerá apoio técnico, gerencial, produtivo e financeiro, além de fortalecer a atuação dos Organismos Participativos de Avaliação da Conformidade Orgânica (OPACs) – associações que representam famílias agricultoras do nordeste, certificadas a emitir o selo de produto orgânico. O Instituto C&A investirá cerca de R$ 3 milhões na iniciativa, a fim de impulsionar, ainda mais, a produção de algodão orgânico no Brasil a partir do desenvolvimento de organizações locais.

Até sua conclusão, o projeto prevê beneficiar duas mil famílias, além de ajudar a conservar os recursos naturais do país. Segundo Luciana Pereira, gerente do Programa de Matérias Primas Sustentáveis do Instituto C&A, a participação da universidade faz a diferença: “A UFS é uma parceira estratégica, pois levará às famílias agricultoras o conhecimento científico, a experiência acadêmica e ainda mais presença no território”.

O manejo do algodão, da maneira convencional, causa impactos socioambientais, como o uso excedente de recursos hídricos, utilização de químicos no combate a pragas e emissão de CO2. Além disso, parcerias do Instituto C&A na Índia, China e Paquistão apontam que o cultivo do algodão orgânico consome 93% menos água do que o algodão convencional, além de emitir 50% menos CO2. 

Levando em conta os benefícios do algodão orgânico tanto na vida das famílias agricultoras quanto para o meio ambiente e, com o intuito de reverter o cenário atual, o Instituto C&A apoia diversos projetos focados em incentivar o cultivo de algodão orgânico em todo o mundo. Desde 2015, o Instituto já investiu, globalmente, mais de € 12 milhões em projetos relacionados ao tema. Somadas, essas iniciativas ajudam mais de 40 mil agricultores em todo o mundo, sendo oito mil mulheres, a adotar uma conicultura mais sustentável. 

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